Crítica da estréia de Alem do Horizonte

CRÍTICA DA ESTREIA DE ‘ALÉM DO HORIZONTE’: NOVELA PROMETE CONQUISTAR TELESPECTADOR COM ROMANCE, MISTÉRIO E AVENTURA

Criticas de estreia da novela além do horizonte

“Além do horizonte” estreou nessa segunda-feira apresentando bem os personagens principais. Já na primeira cena, o telespectador conheceu a protagonista Lili (Julliana Paiva), uma menina mimada, que gosta do namorado, Marcelo (Igor Angelkorte), mas que não está completamente feliz com o noivado. Algumas cenas foram mostradas com um grito de horror da garota: tudo porque viu um sapo na sua festa. Já ficou claro ali que a personagem vai comer o pão que o diabo amassou com as aventuras pelas quais terá que passar. No seu núcleo destaca-se Flávia Alessandra. Sua Heloisa, além de linda, tem uma tristeza no olhar, explicada no decorrer desse primeiro capítulo: seu marido, LC (Antonio Calloni) tinha uma amante e fugiu com ela “em busca da felicidade”. Pelo menos foi essa a sensação que Heloísa e Lili tiveram quando leram uma carta em que ela confessa que sumiu no mundo para buscar de algo maior. Flávia e Juliana têm química em cena, além de terem abrilhantado a telinha quando apareceram.

Christiana Ubach (ela assinava Peres quando fez “Malhação) também convenceu na pele de Paulinha. Com a atuação contida que a situação pedia, a loura conseguiu passar o drama de sua personagem: infeliz, ela queria viver novas experiências. Seu parceiro, o estreante Vinícius Tardio (o Rafa da história), não mostrou o talento da companheira, mas não comprometeu. Como o diretor Ricardo Waddington já disse que o menino é bom – e ele não costuma errar – é capaz de o ator não ter mostrado tudo que pode nas primeiras cenas por causa do nervosismo. Seu Rafa, apaixonado por Paulinha, ainda terá tempo para provar a confiança do todo poderoso da Globo. Nesse primeiro capítulo, o personagem apareceu pra baixo, parecia meio deprimido. Se eu não soubesse da história, daria razão à Paulinha e daria tchau para o baixo astral do namorado e partiria rumo a uma nova aventura.

Já Thiago Rodrigues e Rodrigo Simas se entederam perfeitamente como os irmãos William e Marlon. O destaque do núcleo, porém, ficou com Sandra (Karen Coelho), a tia dos jovens. Com papéis de pouca expressão, a atriz se mostrou à vontade e natural nesse primeiro capítulo e pode roubar a cena se for bem aproveitada. Quem também chamou a atenção na estreia da nova novela das sete foi JP Rufino, o menino Nilson. Nas cenas da fictícia Tapiré, só deu o garotinho, que passeou bem contracenando com atores mais experientes. Yanna Lavigne, aliás, é outra atriz nessa novela: linda, hiptonizou o telespectador assim que apareceu na telinha. Sua Ana Fátima não lembrava em nada a turca Tamar em “Salve Jorge”.

Marcello Novaes não mostrou muito de Kléber, o vilão da história. Mas o pouco que se viu lembrou Max, de “Avenida Brasil”. Não que o ator não seja talentoso. Ele é! Só que depois de um sucesso como a novela de João Emanuel Carneiro, ele não deveria fazer um novo vilão. É completamente compreensível buscar em Kléber algum traço de Max. E é claro que as semelhanças existem. Não vai ser uma fala mais contida que vai evitar as comparações. O clima de mistério deu o tom de Tapiré com a morte de um morador pela “Besta”, uma lenda da região, como acontece no filme “A vila”. Se Marcos Breinstein e Carlos Gregório não cismarem de fazer uma versão tupiniquim das séries americanas e fizerem graça com o que uma novela das sete pede, o resultado deve agradar. Os ingredientes os autores têm. É só não tirarem – muito – os pés do chão.

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